O perigo mora em casa
Aquecedores a gás, mesmo etiquetados pelo Inmetro, são perigosos e colocam consumidores em risco
Manter um aquecedor a gás dentro de casa pode ser perigoso e colocar em risco a sua segurança.Os principais produtos do mercado não atendem especificações técnicas do Inmetro - embora tenham etiqueta do instituto - e emitem até seis vezes mais monóxido de carbono (CO) que o permitido pela legislação, revela reportagem de Bruno Villas Bôas, publicada pelo GLOBO. Em casos extremos, a concentração de CO pode causar asfixia e levar à morte. As conclusões são de um estudo da ProTeste, o primeiro realizado com aquecedores a gás. Foram avaliados 12 modelos, seis na versão gás natural (GN) e seis que utilizam gás de botijão (GLP), dos quais dez foram reprovados no quesito segurança.
A ProTeste avaliou aquecedores das seis principais marcas do mercado: Bosch, Comfort, Komeco, Lorenzetti, Rinnai e Sakura. Cada uma teve um modelo a gás natural e outro de botijão testados. O trabalho simulou os aquecedores instalados em um banheiro, com a janela basculante aberta.
Os resultados preocupam. Segundo dados da concessionária CEG, cerca de 740 mil moradores da Região Metropolitana do Rio, por exemplo, utilizam gás natural em suas residências. No restante do Estado do Rio, são mais 21,2 mil consumidores. Outros 700 mil utilizariam GLP no estado.
Outra grave falha de segurança foi a concentração de CO nas chaminés dos aquecedores. Se houver erro na instalação ou falta de manutenção da chaminé, o CO vai permanecer no banheiro.
Os defeitos não se limitam a questões de segurança. Alguns são comercializados sem o manual de instrução.